Economia — 19 de junho de 2026
O Estadão identificou cidades brasileiras com mais homens que mulheres
O Estadão realizou uma análise sobre a distribuição da população brasileira por gênero e identificou cidades que destoam da maioria dos municípios brasileiros, onde há mais homens do que mulheres.
De acordo com os dados, essas cidades apresentam características específicas que contribuem para essa diferença. Em geral, são cidades com atividades econômicas que atraem mais homens, como mineração, construção civil e agricultura.
Algumas das cidades que apresentam essa característica incluem Parauapebas, no Pará, com uma população de 153.908 habitantes, sendo 53,1% homens e 46,9% mulheres. Outra cidade é Canaã dos Carajás, também no Pará, com 39.269 habitantes, sendo 55,6% homens e 44,4% mulheres.
Essas cidades têm em comum a presença de grandes projetos de mineração e construção civil, que atraem trabalhadores do sexo masculino. Além disso, a falta de oportunidades de emprego para mulheres em algumas dessas cidades também contribui para a diferença na distribuição da população por gênero.
A análise realizada pelo Estadão utilizou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Trabalho. Os dados mostram que, em geral, as cidades com mais homens têm uma economia baseada em atividades que exigem força física e habilidades técnicas, como mineração, construção civil e agricultura.
Além disso, as cidades com mais homens também tendem a ter uma população mais jovem, com uma média de idade inferior a 30 anos. Isso pode ser explicado pelo fato de que muitos trabalhadores do sexo masculino migram para essas cidades em busca de emprego e oportunidades.
A diferença na distribuição da população por gênero em algumas cidades brasileiras pode ter consequências sociais importantes. Por exemplo, a falta de oportunidades de emprego para mulheres pode levar a uma maior taxa de desemprego feminino e uma menor participação das mulheres na força de trabalho.
Além disso, a presença de uma população majoritariamente masculina também pode contribuir para a violência e a criminalidade, pois muitos homens que migram para essas cidades podem estar longe de suas famílias e comunidades, o que pode levar a um aumento da violência e da delinquência.
Fonte: Estadão