Política — 20 de junho de 2026

Comando Irãnico afirma fechamento do Estreito de Ormuz, mas vice-presidente dos EUA nega

Comando militar do Irã afirma que fechou Estreito, mas JD Vance, vice-presidente dos EUA, nega. Ataques no Líbano deixam 16 mortos.

Comando Irãnico afirma fechamento do Estreito de Ormuz, mas vice-presidente dos EUA nega

O comando militar conjunto do Irã afirmou neste sábado (20) que o Estreito de Ormuz foi fechado, informou a agência iraniana Mehr.

Pouco depois, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, negou a informação e disse à Fox News que não há evidências de que o Irã esteja bloqueando a passagem marítima.

Segundo a Mehr, o fechamento teria sido decidido por supostas violações de um memorando de entendimento sobre o cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel.

A passagem é considerada uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.

A eventual interrupção na navegação poderia afetar o mercado internacional de energia e ampliar a tensão militar na região.

O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.

Ataques no Líbano

Ataques de Israel no sul do Líbano mataram 16 pessoas, incluindo duas crianças, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos próximos.

A continuidade dos ataques ameaça o cessar-fogo anunciado horas antes e aumenta a pressão sobre um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio.

O Exército israelense afirmou que os bombardeios foram uma resposta a mais de 50 projéteis disparados pelo Hezbollah contra tropas israelenses no sul do Líbano durante a noite.

O grupo terrorista, financiado pelo Irã e aliado de Teerã na região, não assumiu a responsabilidade pelos disparos.

Na sexta-feira (19), uma intensa troca de ataques entre Israel e Hezbollah já havia deixado ao menos 47 mortos no Líbano e quatro soldados israelenses mortos, segundo autoridades dos dois lados.

Em meio às negociações, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, afirmou nas redes sociais que Israel “permanece firmemente comprometido com um cessar-fogo imediato”, desde que o Hezbollah cumpra o acordo e interrompa as hostilidades.

O Hezbollah, por sua vez, declarou publicamente que respeitará uma trégua caso Israel faça o mesmo, mas não confirmou que um cessar-fogo esteja efetivamente em vigor.

O impasse amplia a incerteza sobre a capacidade de Estados Unidos, Irã e mediadores regionais de conter a guerra.

A rota marítima é um dos principais instrumentos de pressão do Irã em momentos de crise e costuma ser observada de perto por governos e mercados sempre que há escalada militar no Golfo Pérsico.

Fonte: Comando militar do Irã diz que fechou Estreito de Ormuz; Vance nega