Economia — 20 de junho de 2026

Geração Z Rejeita Trabalhos Sem Contrato Formal no Brasil

A geração Z rejeita trabalhos sem contrato formal, com 65% dos jovens dizendo não aceitar empregos sem contrato formal ou benefícios.

Geração Z Rejeita Trabalhos Sem Contrato Formal no Brasil

Geração Z Rejeita Trabalhos Sem Contrato Formal no Brasil

A geração Z, nascida entre 1997 e 2012, é hoje a que mais rejeita trabalhos sem contrato no Brasil. Segundo o Estudo de Tendências Laborais 2026, feito pela WeWork em parceria com a Offerwise, 65% dos jovens dizem não aceitar empregos sem contrato formal ou benefícios.

O índice é o maior entre todas as faixas etárias, superando a faixa de 62 a 80 anos, que tem 63% dos profissionais que não recusariam uma oportunidade nessas condições.

O estudo ouviu 2,5 mil profissionais e mostra uma diferença geracional: enquanto os mais jovens cobram mais formalização, profissionais de faixas etárias mais altas tendem a aceitar mais esse tipo de proposta.

A ideia de que os mais jovens não se preocupam com vínculos formais começa a ficar para trás.

A geração Z levou a transformação adiante, com o aprendizado constante, a identificação com o trabalho e a possibilidade de mudança rápida se tornando parte da lógica profissional.

Os baby boomers, que cresceram em um período em que a estabilidade era regra, construíram uma trajetória longa, muitas vezes em uma única empresa, com a expectativa de segurança no futuro.

A geração X manteve essa base, mas com mais abertura a mudanças ao longo do tempo, equilibrando estabilidade e crescimento.

Os millennials, que veio a seguir, fizeram o trabalho passar a precisar fazer mais sentido, com propósito, ambiente e desenvolvimento se tornando fatores importantes para a permanência em uma empresa.

A flexibilidade ainda é um desejo, com seis em cada 10 preferindo trabalhar de forma híbrida ou remota, mas apenas quatro em cada 10 estão nesse modelo atualmente.

Cerca de 82% dos profissionais aceitariam voltar ao escritório se recebessem um salário maior, e 72% consideram que o retorno ao escritório foi organizado e estruturado.

Para 64%, valeria ganhar menos para preservar a relação entre vida pessoal e trabalho.

A conclusão do estudo é que o futuro do mercado de trabalho brasileiro será resultado dessa convivência entre gerações.

A reorganização das relações profissionais, com empresas e trabalhadores ajustando novas formas de trabalhar, é um desafio para as empresas.

A sociólogo Ricardo Nunes afirma que o comportamento não é contraditório, pois as novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos.

Fonte: O que as pessoas realmente querem no trabalho está mudando — e a geração Z ajuda a explicar por quê