Política — 20 de junho de 2026
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, se passava por Gabrielly, de 12 anos, e foi acolhida por famílias em São Leopoldo e Cachoeirinha, ambas cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, por mais de dois meses.
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi acolhida por famílias em São Leopoldo e Cachoeirinha, ambas cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, por mais de dois meses.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2022, Amanda se apresentava como Gabrielly, de 12 anos, e tinha sido diagnosticada em 2022.
Amanda entrou em contato com um casal de pastores de uma Igreja em São Leopoldo por meio das redes sociais em julho de 2021 e relatou que havia fugido de situações de violência e precisava de ajuda.
A família decidiu acolhê-la e Amanda permaneceu na residência por mais de 40 dias.
Após deixar o local, ela teria levado R$ 726 em dinheiro e um documento pertencente à moradora da casa.
Em outubro de 2021, Amanda voltou a procurar ajuda e se aproximou de pessoas ligadas a uma Igreja em Cachoeirinha e contou que havia fugido de Recife para escapar de abusos sofridos desde a infância.
A mulher decidiu acolhê-la e Amanda permaneceu pelo menos 25 dias na residência.
A rede de proteção acreditava estar diante de uma criança em situação de extrema vulnerabilidade e ela foi encaminhada para acolhimento institucional.
A investigação concluiu posteriormente que a identidade utilizada por ela era falsa e que ela havia usado versões semelhantes da mesma história havia mais de uma década em diferentes estados brasileiros.
O processo foi suspenso após ela deixar o sistema prisional e não ser mais localizada.
A prisão recente em Santa Catarina levou o Ministério Público a pedir a retomada da tramitação da ação penal.
A defesa de Amanda já comentou que desconhece os detalhes do caso e que vai se manifestar no processo movido contra ela em Santa Catarina.
A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2022 contra Amanda e obtida pela RBSTV, afiliada da Globo, mostra como Amanda circulou por municípios gaúchos usando documentos falsos e foi acolhida por famílias durante mais de dois meses.
A investigação concluiu que a identidade utilizada por Amanda era falsa e que ela havia usado versões semelhantes da mesma história havia mais de uma década em diferentes estados brasileiros.
Amanda se apresentava como vítima de violência para conseguir acolhimento em famílias, instituições e serviços públicos.
Por conta dos fatos investigados no Rio Grande do Sul, Amanda chegou a ficar presa por cerca de seis meses.
A prisão recente em Santa Catarina levou o Ministério Público a pedir a retomada da tramitação da ação penal.
Fonte: Mulher de 38 anos que fingia ser adolescente passou mais de dois meses acolhida por famílias no RS