Política — 20 de junho de 2026
Rodrigo Paz declarou estado de emergência na Bolívia, após 50 dias de protestos.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência no sábado, 20, em meio à escalada da crise política e econômica no país. A medida amplia os poderes do governo para mobilizar as Forças Armadas e remover bloqueios de estradas que já duram 50 dias e vêm afetando o abastecimento e a economia boliviana.
Em pronunciamento à nação, Paz afirmou que a decisão busca restabelecer a ordem, proteger os cidadãos e garantir o fluxo de bens essenciais, como alimentos, combustíveis e medicamentos. "Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para devolver a liberdade ao povo, para libertar a Bolívia daqueles que usam o conflito político para bloquear estradas e prejudicar a população", declarou o presidente.
Paz vestiu a faixa presidencial após tomar posse na Bolívia, em 8 de novembro de 2025. A crise começou depois que o governo cortou subsídios históricos aos combustíveis para reduzir o déficit fiscal, em meio à escassez de dólares e negociações com o Fundo Monetário Internacional.
Os protestos são liderados por sindicatos e associações rurais, muitos deles aliados ao ex-presidente Evo Morales. Manifestantes bloquearam rodovias estratégicas em várias regiões, deixando caminhões parados e comprometendo o fornecimento de produtos básicos em diferentes áreas do país, incluindo a capital, La Paz.
Embora Paz tenha anunciado na sexta-feira um acordo com a principal central sindical do país, a Confederação Operária Boliviana (COB), para tentar reduzir a tensão, grupos ligados a Morales que controlam estradas importantes não participaram das negociações e mantêm os bloqueios, principalmente na região de Cochabamba.
A medida do estado de emergência entra em vigor imediatamente, mas o governo precisa comunicar o Congresso em até 24 horas. Depois disso, os parlamentares têm até 72 horas para aprovar ou rejeitar a medida. Paz afirmou que a crise deixou de ser apenas uma reação econômica e passou a representar, segundo ele, uma tentativa organizada de desestabilizar a democracia boliviana.
Os bloqueios de estradas já duram 50 dias e vêm afetando a economia boliviana. A decisão do presidente busca restabelecer a ordem e garantir o fluxo de bens essenciais. A crise política e econômica no país é uma das mais graves dos últimos anos.
A crise política e econômica na Bolívia tem consequências graves para a população. A falta de alimentos, combustíveis e medicamentos é uma das principais preocupações. Além disso, a economia do país está sendo afetada, com perdas significativas para os setores produtivos.
A decisão do presidente de declarar estado de emergência é uma tentativa de restabelecer a ordem e garantir a segurança da população. No entanto, a crise é complexa e requer uma solução mais ampla, que envolva a participação de todos os setores da sociedade.
Fonte: Presidente da Bolívia decreta estado de emergência após 50 dias de protestos