Política — 21 de junho de 2026
Pesquisa aponta que 450 quadrilhas juninas já fizeram parte da história do São João de Campina Grande; 14 seguem em atividade
Foto: Pesquisa aponta que 450 quadrilhas juninas já fizeram parte da história do São João de Campina Grande; 14 seguem em atividade
Quem: 450 quadrilhas juninas. O que: impulsionam economia em Campina Grande. Quando: durante o São João de Campina Grande. Onde: Agreste da Paraíba. Por que: contribuem para a economia local.
Uma pesquisa divulgada pela Quaest apontou que cerca de 450 quadrilhas juninas já fizeram parte da história do São João de Campina Grande, no Agreste da Paraíba.
De acordo com o estudo, realizado pela Quaest em parceria com o YouTube, das centenas de quadrilhas que já existiram na cidade, cerca de 14 permanecem em atividade atualmente.
A maioria delas é comandada por mulheres, o que é um indicativo de que as quadrilhas juninas são um espaço de liderança feminina na sociedade.
As quadrilhas juninas mantêm atividades durante todo o ano, não apenas durante o período de apresentações no São João de Campina Grande.
Elas contribuem para a economia local de diversas maneiras, incluindo a criação de empregos diretos e indiretos, além de estimular o comércio e a indústria local.
De acordo com a pesquisa, o investimento recebido por meio de políticas públicas e iniciativas privadas aumentou nos últimos anos, mas ainda é considerado insuficiente e distribuído de forma desigual entre os grupos.
Isso significa que as quadrilhas juninas precisam encontrar formas de se financiar de outras maneiras, o que pode ser um desafio.
Além disso, as quadrilhas juninas enfrentam desafios que vão além do período de apresentações, como a logística para transporte de materiais e integrantes, além da falta de recursos financeiros para a produção de cenários e figurinos.
As quadrilhas juninas também exercem uma função social importante para milhares de jovens.
Segundo a Quaest, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ e moradores de regiões periféricas enxergam as juninas como espaços de acolhimento e redes de proteção social.
Isso significa que as quadrilhas juninas não apenas contribuem para a economia local, mas também desempenham um papel importante na promoção da inclusão social e da diversidade.
Em Campina Grande, algumas quadrilhas possuem estruturas próprias de produção, com fábricas e equipes responsáveis pela criação de cenários e figurinos.
Esses grupos também servem de referência para outras juninas espalhadas pelo Brasil.
Cada quadrilha movimenta uma cadeia produtiva que envolve diversos profissionais, como cenógrafos, costureiros, dançarinos, maquiadores e músicos.
A pesquisa também destacou que o trabalho das juninas não se concentra apenas no mês de junho, quando o São João de Campina Grande ocorre.
A preparação para uma nova temporada começa logo após o fim das apresentações, geralmente entre julho e outubro, quando os grupos iniciam a criação de novos espetáculos.
Esse ciclo semelhante ao de outras grandes manifestações culturais, como as escolas de samba, é um indicativo de que as quadrilhas juninas são um fenômeno cultural importante e duradouro.
Fonte: Pesquisa aponta que 450 quadrilhas juninas já fizeram parte da história do São João de Campina Grande; 14 seguem em atividade